A Organização das Nações Unidas (ONU) fez no dia 3 de novembro um alerta sobre o aquecimento global. O mundo só vai conseguir evitar os piores efeitos das mudanças climáticas se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030 em relação ao que já estava previsto.
O dado consta do Gap Report, relatório feito pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que todo ano mede a lacuna entre as ações que a humanidade está tomando para diminuir a quantidade de gases que é lançada na atmosfera e o quanto de fato precisaria estar sendo feito a fim limitar a elevação da temperatura a 2°C até o final do século.
O cálculo leva em conta estudos que estimam qual é o máximo de gases como CO2 (dióxido de carbono) e CH4 (metano) que os países poderiam estar emitindo naquele ano para ser compatível com essa temperatura. Esses gases, capazes de aprisionar o calor na Terra, se acumulam na atmosfera e levam muitos anos para se dissiparem.
Como atualmente já vivemos com a maior concentração deles em milhares de anos, as emissões têm de cair drasticamente para evitar os piores danos das mudanças climáticas, como tempestades mais intensas e secas mais prolongadas.
Pela conta, em 2030 todos os países juntos deveriam emitir no máximo 42 gigatoneladas de CO2 equivalente (a soma de todos os gases de efeito estufa convertidos em dióxido de carbono), mas considerando o ritmo de ações atuais, a emissão do mundo estará entre 54 e 56 gigatoneladas.

Aquecimento térmico natural da Terra necessário para manter a temperatura do planeta em condições ideais de sobrevivência; o problema está em seu aumento desenfreado

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