Da Redação
Um corte de água por falta de pagamento virou caso de polícia em Londrina. A auxiliar de enfermagem Cristina Rezende Pereira afirma que a Polícia Militar foi truculenta e ameaçou-a de prisão porque se recusou a deixar funcionários da Sanepar retirarem o hidrômetro de sua casa, no Jardim Ideal. O caso aconteceu na segunda-feira à tarde.
Segundo Cristina Pereira, a dívida com a Sanepar (de cerca de R$ 5 mil) é resultante de um vazamento ocorrido em 97. ‘‘A minha mãe (Maria Marques) ia lá na Sanepar, que parcelava a dívida; mas não tínhamos condições de pagar R$ 250,00 por mês, como queriam’’, contou.
Na segunda-feira, o pessoal da Sanepar foi até a casa dela para retirar o hidrômetro. Como ela se recusou, a PM foi chamada. ‘‘Vieram sete PMs e ameaçaram me algemar e prender e, para não criar mais confusão, permiti o corte’’.
O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, confirmou a dívida e que foram feitas várias tentativas de negociação para a sua quitação. ‘‘Chegamos a uma situação insustentável e tivemos que cortar a água’’. O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Sílvio José Mazalotti, disse que poderá tomar alguma providência se Cristina Pereira procurar o batalhão para registrar a queixa.