Estrasburgo, 27 (AE) - A Corte Européia de Direitos Humanos considerou nesta segunda-feira (27) a proibição aos homossexuais nas Forças Armadas da Grã-Bretanha uma infração contra os direitos humanos.
A corte decidiu a favor de quatro cidadãos britânicos - três homens e uma mulher - expulsos do exército da Grã-Bretanha de acordo com a proibição absoluta de homossexuais nas Forças Armadas do país caso seja admitida a homossexualidade.
Na opinião da corte, a política britânica em relação ao assunto viola o artigo 8 da Convenção Européia sobre Direitos Humanos, que defende o direito ao respeito à vida familiar e privada.
"A Corte considerou as investigações, e em particular as entrevistas com os suplicantes, excepcionalmente intrusivas", informou a Corte Européia por meio de comunicado.
"As investigações conduzidas sobre a opção sexual dos reclamantes reunidas à destituição destes das forças armadas constituíram interferências especialmente graves em suas vidas privadas", disse ele.
Duncan Lustig-Prean, John Beckett, Heanette Smith e Graeme Grady foram destituídos em janeiro de 1995, julho de 1993, novembro de 1994 e dezembro de 1994, respectivamente. Eles pediram a revisão judicial de suas destituições. Em novembro de 1995, a corte de apelos rejeitou as reclamações.
Eles entraram com o processo na Corte Européia de Direitos Humanos, que analisou os casos no ano passado.
O veredicto é incapaz de obrigar uma mudança de leis na Grã-Bretanha, mas os reclamantes consideraram a vitória um passo simbólico rumo ao fim da discriminação nas Forças Armadas.

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