Havana, 23 (AE-REUTERS) - O Tribunal de Província de Havana condenou hoje (23) à pena de morte o salvadorenho Raúl Ernesto Cruz León, de 27 anos, por ataques terroristas ocorridos na ilha em 1997.
Segundo um comunicado emitido pelo tribunal, León confessou, no início deste mês, a autoria de seis seis ataques com bombas contra istalações turísticas na capital cubana. Os advogados do réu entraram com um apelado na Corte Suprema.
Cuba, onde a pena de morte é aplicada em raríssimos casos, leva à cabo as execuções por meio de um pelotão de fuzilamento.
Durante seu julgamento, realizado este mês, León pediu perdão pela série de pequenas explosões, nas quais morreu um turista italiano e outras 11 pessoas ficaram feridas.
O governo cubano afirma que León foi recrutado e financiado por agentes que trabalham para um poderoso grupo de cubanos exilados, a Fundação Nacional Cubano-Americana (CANF, por sua sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, que se opõe ferozmente ao governo do presidente Fidel Castro.
Os procuradores cubanos também acusam o governo americano de ter ligações com o caso por ter fechado os olhos para as atividades da CANF.
Na corte, León demonstrou graficamente como realizou as explosões, mas insistiu que estava a mando de um outro salvadorenho cujos motivos ela não desconhecia.
A família de León, o governo de El Salvador e a Igreja Católica apelaram sem sucesso por clemência.

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