Londrina - As recentes denúncias de corrupção envolvendo a área de saúde da administração municipal deflagrada pela Operação Antissepsia deixaram os financiadores do Movimento Londrina Competitiva (MLC) inseguros. Alguns até deixaram de fazer repasses mensais à coordenação do projeto.
De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, os organizadores do movimento estão incentivando os empresários a continuarem contribuindo devido aos ''excelentes'' resultados do projeto. ''Estamos tentando conscientizá-los de que a consultoria não é para a administração, mas para toda a cidade.''
Uma das coordenadoras do movimento, a empresária Kimiko Yoshii, diz o mesmo. ''Os políticos vêm e vão, mas o servidores municipais, que estão sendo capacitados, ficam'', afirma. Ela conta que foram enviados e-mails aos financiadores para que fiquem tranquilos e continuem apostando no projeto.
O presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Erik Camarano, confirma que os empresários ficaram receosos. Mas afirma que os idealizadores do MLC passaram a eles a tranquilidade necessária para continuarem a financiar o programa. ''Quando surgiram as primeiras denúncias, chegamos a receber ligações de empresários de Londrina. Mas eles entenderam que o trabalho terá efeito inclusive para dificultar outros desvios'', afirma.
Já o diretor de Ciência e Tecnologia da Codel, Marcus von Borstel, alega que foi a própria consultoria que apontou as primeiras irregularidades nos institutos de saúde terceirizados pela Prefeitura (Gálatas e Atlântico). ''Identificamos que faltavam profissionais nas unidades de saúde'', afirma.
Questionado sobre o envolvimento de integrantes da administração no caso, ele lamentou: ''Se não fosse isso, hoje estaríamos no céu''. Também para ele a modernização da gestão irá dificultar o surgimento de novas irregularidades. (N.B.)

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