O horário de verão também complica o entendimento da virada do milênio. Quando os fogos de artifício subirem aos céus e as primeiras champanhes começarem a ser abertas, os ponteiros do relógio vão estar uma hora adiantados. Portanto, no momento em que os votos de feliz ano-novo forem trocados, o Paraná e outros estados brasileiros estarão ainda no século 20. Pelo horário verdadeiro, ainda será 23 horas de 31 de dezembro em algumas regiões do País.
‘‘Sinceramente, nunca vi ninguém esperar a uma hora da manhã do horário de verão para saudar o ano-novo’’, diz Vera Facciolo, presidente da Associação Brasileira de Astrologia. Apesar disso, ela garante que as comemorações não perdem o seu valor. A astróloga lembra que o importante é a energia que milhares de pessoas conseguem lançar para o cosmos. ‘‘Isso precisa ser valorizado. O povo atira para cima uma energia de criação, de nascimento, de um novo período.’’
Mas nem toda a torcida por melhores dias vai ser suficiente para fazer de 2001 um ano melhor do que 2000, segundo a astróloga. Vera prevê que o Brasil ainda vai enfrentar nos próximos dois anos muitos problemas. Os piores casos seriam os de corrupção na vida pública do País. ‘‘Vamos sentir que as coisas à nossa volta continuarão sendo deterioradas pela negligência dos governantes.’’
A falta de eventos de grande porte para saudar a nova era não é fruto de uma mera antecipação de datas, opina Vera. O comportamento está associado ao estado de espírito do povo brasileiro. ‘‘O povo está cansado, desesperançado, o que é muito ruim’’, afirma. Ela diz que o território brasileiro está numa posição desfavorável em relação aos astros. ‘‘O mapa do Brasil, que tem o Sol em Virgem (por causa da data da declaração da independência: 7 de setembro) está recebendo uma quadratura de Plutão em trânsito. Esta quadratura equivale a um ângulo de 90 graus, considerado bastante destrutivo’’, explica. (D.V.)

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