Corrigir cada vez mais cedo
Segundo o cirurgião cardíaco pediátrico Gualter Pinheiro Júnior as cardiopatias congênitas podem ser divididas, de maneira didática, em cianóticas, quando há déficit de oxigênio no sangue, e acianóticas, quando há insuficiência cardíaca.
Quanto mais cedo os sintomas aparecem, mais grave é a patologia e mais cedo tem que ser tratada. Há casos, no entanto, que não aparecem no período logo após o nascimento, mas podem se tornar graves se não forem tratadas. A mãe deve ficar atenta aos sintomas - criança azulada, quando falta oxigênio no sangue, ou aquela que recusa mamar, que não ganha peso, que vive gripada, no tipo acianótica. Novamente o diagnóstico precoce é determinante para evitar problemas, como os neurológicos, por exemplo, por conta de níveis críticos de oxigênio no sangue.
''A cardiologia pediátrica evoluiu muito, comparando com uma década atrás, quando não havia tratamento para algumas patologias. Hoje 97% das cardiopatias congênitas têm tratamento cirúrgico. E mesmo que não se corrija perfeitamente a anatomia, se consegue deixar a criança o mais próximo do normal, para ela crescer, ter filhos, trabalhar e ter chance de ver aparecer um novo tratamento no futuro'', afirma. O cirurgião lembra que, apesar da tecnologia ainda não estar disponível em Londrina, já se faz correções no feto dentro do útero da mãe. ''A evolução é corrigir cada vez mais cedo''.
Nem todas as cirurgias são corretivas. Algumas, chamadas de paliativas, são feitas para estabilizar a criança, permitindo seu crescimento e do coração, para posteriormente fazer a correção definitiva.(C.P.)





