Londrina - A dona de casa Irani Lopes, de 48 anos, moradora de Pinhalão (Norte Pioneiro), encarou uma verdadeira corrida contra o tempo para que pudesse receber um transplante de coração. Primeira receptora na lista de espera da Central Estadual de Transplantes, ela ainda estava sendo submetida à cirurgia no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), até o fim da edição. E para chegar lá, Irani contou com uma verdadeira força-tarefa.

Segundo informações da Prefeitura de Ibaiti, cidade onde a dona de casa vinha se tratando da Doença de Chagas, Irani foi comunicada de manhã pela central de transplantes do Hospital Angelina Caron que a cirurgia para o transplante de coração seria realizada em Campina Grande do Sul por volta do meio-dia. Ela então comunicou a Fundação Hospitalar de Saúde Municipal de Ibaiti. A secretária municipal de saúde teria feito o contato com o Grupamento Aeropolicial e Resgate (Graer) para providenciar a remoção da paciente até Curitiba, ainda de acordo com a Prefeitura de Ibaiti.

Mas o deslocamento aéreo de Irani Lopes acabou sendo feito somente por volta das 13h30, por uma aeronave da Casa Militar da Governadoria do Estado, para ganhar tempo. A paciente desembarcou no Aeroporto do Bacacheri, na Capital, cerca de 45 minutos depois. Um helicóptero do governo a levou até o Hospital Angelina Caron, onde Irani teria chegado aproximadamente às 14h30. Enquanto isso, um helicóptero do governo estadual já estava em Santa Catarina para captar o coração do doador.

O que teria provocado o atraso do embarque da paciente em Ibaiti, de acordo com a Casa Militar da Governadoria, é que a Central de Transplantes não foi comunicada em tempo hábil pelo hospital de Ibaiti sobre a realização da cirurgia.

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