Corrida aos postos pode agravar situação, diz sindicato; confira o resumo do dia
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
Rafael Fantin <br> Editor on-line 

Em nota enviada à imprensa, o Sindicombustíveis-PR afirma que não recebeu nenhuma informação de desabastecimento generalizado nas maiores cidades do Paraná, entre elas, Curitiba, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.
No entanto, o sindicato admite o risco desabastecimento em Londrina, caso o "bloqueio total na central de distribuição" persista. Vários postos da cidade registraram filas para abastecimento na tarde desta quarta-feira (23). O Sindicato alerta que este tipo de "corrida" aos postos para encher o tanque pode gerar um problema de abastecimento.
O Sindicato dos Caminhoneiros de Londrina e Região alega que o Pool de Combustíveis paralisou o serviço sem carga para entrega, mas que os manifestantes alegam que não bloquearam o local, sob risco de multa conforme decisão judicial. Em Curitiba, a informação mais recente que tivemos é que o centro de distribuição de Araucária foi fechado novamente pelos grevistas por volta das 17h. Existem filas em postos na capital, mas não há notícia sobre falta de reposição de produto.
"Caso a greve continue se expandindo com o bloqueio de estradas ou dos centros de distribuição, podem ocorrer situações pontuais de dificuldade no abastecimento por conta destas interdições.
O Sindicombustíveis-PR é contrário a nova política de preços da Petrobras, mas entende que as manifestações devem ser pacíficas e não podem impedir o abastecimento de produtos essenciais, como os combustíveis", afirma a entidade, representante dos estabelecimentos.
O sindicato ainda defende que os bloqueios de rodovias "são uma atitude extrema que prejudica toda a sociedade" e, por isso, acionou o governo estadual, a Sesp (Secretaria de Segurança Pública) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) para "garantir a segurança necessária para a passagem dos caminhoneiros que decidirem não aderir ao movimento".
"Afinal, o desabastecimento de combustíveis seria um risco grande para toda a sociedade, atingindo, por exemplo, viaturas policiais e ambulâncias", acrescenta a nota.
RESUMO DO DIA
O protesto dos caminhoneiros chegou até ao Pool de Combustível de Londrina, localizado na zona oeste, gerando filas nos postos da cidade. Alguns estabelecimentos foram fechados com falta em outros locais. Segundo funcionários do pool de combustível, cerca de 500 mil litros estão parados e 50 caminhões à espera da liberação.
A manifestação também influenciou na chegada de produtos ao Ceasa de Londrina, que sofreu queda de 80% na movimentação do dia com impacto no preço dos alimentos.
Com a "corrida" aos postos, alguns estabelecimentos começaram a praticar valores considerados abusivos e o Procon recebeu cerca de 40 denúncias.
No final da tarde, a Prefeitura de Londrina anunciou medidas para economizar combustíveis utilizados na frota de veículos para serviços em atendimento à população.
Se a greve persistir nos próximos dias, os ônibus municipais e interestaduais também podem parar. A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) garantiu o atendimento nesta quinta, mas voltará a discutir o problema com as empresas concessionárias amanhã. Já a Brasil Sul, que também é proprietária da Viação Garcia, também admitiu que terá problemas se o movimento grevista continuar pelos próximos dias. Mesmo assim, a empresa manifestou apoio aos caminhoneiros devido ao aumento de gastos relacionados aos combustíveis nos últimos meses.


