Correio investe na expansão do Sedex na onda do E-Commerce
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segunda-feira, 22 de novembro de 1999
por Renata de Freitas 
São Paulo, 22 (AE) - Os Correios estão investindo este ano o equivalente a US$ 30 milhões na instalação de uma plataforma de rastreamento de encomendas expressas, com mais de cinco mil pontos em todo o País, apostando na expansão do comércio eletrônico. Os Correios avaliam que, com essa tecnologia, vão se equiparar às grandes multinacionais de encomendas expressas como a Fedex, UPS e DHL.
No próximo dia 29, a empresa vai lançar a primeira fase do projeto Sedex Online, criando uma área no site dos Correios (www.correios.com.br) em que será ofertado um programa de emissão de etiquetas, formulários e calculador de postagem, permitiindo ainda o gerenciamento das remessas. O programa está em fase final de testes por dez clientes dos Correios.
Hoje, todo o processo é feito em papel, mas com o download do novo programa, o cliente poderá entregar na agência um disquete com as informações necessárias à remesa. A partir de janeiro, o sistema vai se incrementar com o rastreamento da encomenda pela Internet - a partir da queixa de um consumidor, a empresa-cliente dos Correios poderá identificar onde está parada a remessa. Apenas em março o sistema estará implantado integralmente.
O Sedex representa para os Correios receita superior aos R$ 600 milhões ao ano, sendo cerca de 70 mil encomendas. Com a expectativa de crescimento do comércio eletrônico no País, essa receita deve aumentar. "Temos certeza de que vai aumentar muito", afirmou à Agência Estado o assessor executivo da diretoria Comercial dos Correios, Marcos César Alves Silva.
Mas a empresa ainda não fez qualquer projeção de quanto vai crescer esse mercado. Segundo Silva, é difícil avaliar até o impacto que a Internet teve até agora sobre o Sedex porque os comerciantes que abriram lojas virtuais já eram clientes dos Correios. "É difícil ter essa transparência", comentou.
Os Correios detêm hoje entre 50% e 70% do mercado de encomendas expressas do País. Nos últimos dois a três anos, o Sedex registrou expansão modesta entre 2% e 4%. "Como a economia do País", afirmou Silva. "Mas esperamos crescimento muito maior no ano 2000", disse. Uma encomenda expressa demora apenas um dia para chegar de Porto Alegre (RS) a Manaus (AM).


