Córrego dos Tucanos ganha mata ciliar
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Londrina - Cerca de mil mudas de árvores nativas foram plantadas ontem em uma área de 60 metros às margens do Córrego dos Tucanos (Zona Sul de Londrina). O projeto é experimental e o serviço foi executado como pagamento por uma multa por crime ambiental.
O Termo de Ajustamento de Conduta determina que a empresa responsável pelo dano ambiental adquira diversos equipamentos para a Secretaria Municipal do Ambiente. Existe um termo aditivo determinando que a empresa reforme um prédio. O custo determinado para a obra é de R$ 50 mil. ''Esta obra não usou a totalidade do valor disponível, por isso aproveitamos a sobra do dinheiro, cerca de R$ 8 mil, para fazer o plantio das árvores no Córrego dos Tucanos'', afirmou o secretário municipal do Ambiente, José Novaes Faraco.
Segundo ele, as mudas do Viveiro Municipal não puderam ser usadas neste replantio, já que não são consideradas ideais para a área. ''As espécies que temos no viveiro são adequadas para lugares mais secos, não se adaptam às margens dos rios. A maioria das nossas espécies se desenvolve melhor nas ruas'', justificou.
Há interesse do município em expandir a iniciativa para outros cursos d'água, como o Riberão Cambezinho, um dos principais afluentes do Lago Igapó, que está assoreado.
Conforme Faraco, a escolha do Córrego dos Tucanos foi estratégica. ''Este é um afluentes do Ribeirão Cambé, que abastece o lago do Parque Arthur Thomas, que está assoreado. Precisamos proteger as cabeceiras e o leito do rio para depois desassorear o lago. A causa básica deste problema é a ausência das árvores nas margens'', concluiu.
O secretário do Ambiente afirmou ainda que o reflorestamento da mata ciliar protege contra diversos tipos de poluição. ''As árvores seguram o lixo, ajudam a manter uma boa qualidade de água. Além disso, a transformação de gás carbônico em oxigênio também garante um ar melhor. Outro benefício é o solo, que fica protegido pelas copas e raízes, além da poluição sonora, já que o corredor de árvores forma uma barreira que reduz os ruídos. Por último podemos destacar a poluição visual, já que um local arborizado deixa o panorama mais agradável'', elencou.
De acordo com o biólogo Henrique Garcia Rocha, a empresa responsável pelo plantio também cuidará das mudas durante um ano, inclusive fazendo a substituição das que morrerem nesse período. ''Entre as árvores nativas da região escolhemos as espécies de crescimento mais rápido e algumas árvores frutíferas para atrair passarinhos'', disse.


