São Paulo, 05 (AE) - A Corregedoria da Polícia Militar conseguiu novos testemunhos contra os sete policiais militares do regimento de Cavalaria 9 de Julho acusados de espancar, sequestrar e assassinar três rapazes em São Vicente e esconder seus corpos. O presidente do inquérito militar, tenente-coronel João Rogério Felizardo, da corregedoria, não quis revelar os detalhes dos novos depoimentos, mas a PM está dando o caso como "praticamente resolvido".
Além dessas provas, polícia está apostando em novos exames que foram pedidos ao Instituto de Criminalística (IC) para tentar esclarecer o caso. Entre os exames está a análise das roupas dos policiais detidos. O objetivo é identificar vestígios de sangue humano.
As roupas foram apreendidas e, mesmo tendo sido lavadas, os peritos esperam conseguir obter algum material a exemplo do que ocorreu com a Blazer usada no dia do crime pelos policiais da Cavalaria. No carro, lavado após o crime, os peritos encontraram vestígios de sangue humano. O DNA desse material será comparado com o DNA dos jovens. Para tanto, foram colhidas amostras do fêmur dos rapazes. O exame deverá ficar pronto em 15 dias.
Além de comparar o sangue, os peritos receberam hoje amostras do solo onde os corpos foram encontrados para realizar outro exame com o objetivo de saber se existe vestígios de terra nas roupas e botas dos policiais e no carro da Cavalaria. Essa análise deverá ser feita com um microscópio eletrônico.

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