Corregedoria nega colaboração com defesa de ex-PM; processo é aberto contra coronel
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Cecília Negrão 
São Paulo, 11 (AE) - A Corregedoria da Polícia Militar negou hoje ter colaborado com os advogados de defesa do ex-PM Otávio Lourenço Gambra, o Rambo, para fazer um novo laudo que comprovasse sua inocência. Ele é acusado pela morte de José Josino da Silva, em blitz na Favela Naval, em Diadema, SP. No primeiro dia de julgamento o chefe do Departamento de Operações Ostensivas e Reservadas da Corregedoria da PM, Rui Francisco de Azevedo, confirmou que estaria ajudando a família do acusado.
Um processo administrativo foi instaurado contra Azevedo
com base no regulamento disciplinar da polícia, segundo o comandante da Corregedoria da PM, Luiz Carlos Guimarães. "Não temos competência nem habilidade para fazer laudos."
Documento expedido pela defesa para justificar a inclusão do novo laudo também confirma que a corregedoria estabelecia contato com o tecnólogo João Carlos da Silva em caráter de urgência, convidando-o para elaborar "laudo completo e pormenorizado da situação". Este laudo contraria os dois feitos pelo Instituto de Criminalística (IC), que provam que os tiros de Rambo mataram Josino. O Tribunal de Justiça indeferiu o habeas-corpus impetrado pela defesa de Gambra para a inclusão do novo documento.
Os dois laudos feitos pelos peritos Glays Regina Petri e Joel Menezes Júnior, do setor de Perícias especializado em computação gráfica, usados no primeiro julgamento, podem ser anulados. Hoje Glays, a pedido da juíza Claudia Maria Carbonari, soube que não poderá utilizar um CD explicativo em sua apresentação, que será amanhã (12). A juíza entendeu que isso representaria mudança em relação ao julgamento anterior.
No primeiro julgamento, os peritos do IC conseguiram comprovar que Gambra estava em posição de tiro e apontou para Josino, o que caracteriza homicídio doloso (com intenção de matar).


