Corregedoria indicia PMs pela morte dos três rapazes
Santos (SP), 06 (AE) - A Corregedoria da Polícia Militar indiciou hoje, formalmente, sete policiais militares como autores da morte dos três jovens que desapareceram na Quarta-Feira de Cinzas, em São Vicente (SP), após o baile de carnaval. De acordo com o capitão Nilson Carletti, assessor de imprensa do Estado Maior da PM, os policiais não haviam confessado a autoria da chacina e a até a manhã de hoje permaneciam calados, durante o inquérito, dentro do princípio constitucional de que podem responder em juízo.
"Entretanto, com os novos fatos, como o reconhecimento dos corpos e o aparecimento de novas testemunhas, o grau de certeza de que eles são responsáveis pelas mortes aumentou e, por isso, passam a ser tratados como autores do crime", explicou Carletti.
O assessor afirmou ainda que o inquérito policial continua e está bem adiantado. "Só falta aguardar os resultados dos laudos da perícia e dos exames de DNA, pois não é possível encaminhar os resultados do inquérito sem estes documentos."
A Equipe do Comando de Operações Especiais (COE) voltou a vasculhar hoje pela manhã o local onde os corpos foram encontrados, em Praia Grande (SP), a fim de encontrar as cápsulas das balas que mataram Paulo Roberto da Silva (21 anos), Anderson Pereira dos Santos (14 anos) e Thiago Passos Ferreira, de 17 anos. No trabalho estavam utilizando detector de metais.
A delegada Elisabete Sato, do Departamento de Homicídios Proteção à Pessoas (DHPP), deverá refazer o reconhecimento de todos os envolvidos na próxima semana.
Na avaliação de Carlleti, a violência que caracterizou a morte dos três rapazes não faz parte do treinamento da PM. Para ele há muitas explicações dadas por médicos e psicólogos. "A agressividade seria consequência da somatória da carga de estresse, com desvio de personalidade e modificações do comportamento em termos de carga afetiva", opinou.





