Corregedoria apura privilégios a policiais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Rosiane Correia de Freitas<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A Corregedoria da Polícia Civil abriu ontem uma investigação para determinar os responsáveis pela concessão de privilégios a policiais presos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba. Imagens de detentos falando ao celular e depredando carros apreendidos no pátio da delegacia foram divulgadas na noite de domingo por uma emissora de televisão.
A investigação terá o acompanhamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP) e deverá ser concluída em 30 dias. A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Paraná, também deve acompanhar o caso. Vamos acompanhar a investigação e se algo ficar sem a devida análise a OAB certamente irá agir, adiantou o presidente da entidade, Alberto de Paula Machado.
Para Machado, a notícia dos privilégios concedidos aos policiais presos é um produto da crise do sistema carcerário do Paraná. A situação tem sido alvo de fiscalização de uma comissão da OAB-PR há seis anos. Esse caso é de violação clara da lei. Quando a Justiça determina a prisão preventiva de alguém - caso de muitos dos detentos apresentados na denúncia - é para que a pessoa seja privada da liberdade e não interfira na coleta de provas, explica.
O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazzari, determinou que todos os responsáveis que forem identificados sejam afastados. Ele se declarou indignado com o caso. Assim como a população fica indignada com esta situação, nós também ficamos. É inaceitável o que aconteceu e todos serão punidos com rigor, disse.
Depois que a reportagem foi ao ar, uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Corregedoria foi à delegacia para realizar uma revista nas celas. No entanto, durante a ação, que começou às 21h30 de domingo e durou cerca de uma hora, nada foi encontrado. Para Delazari, a ausência de celulares na carceragem é consequência da divulgação da reportagem. Provavelmente a informação sobre a reportagem vazou e os presos imaginaram que faríamos um pente-fino, declarou.


