São Paulo, 23 (AE) - A morte do cobrador de ônibus Eduardo Paula de Souza, de 25 anos, está sendo apurada pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar. Souza foi morto a tiros pelos policiais militares Odair Magno Guimarães e Valter Gonçalves de Souza, que alegaram legítima defesa. O cobrador teria desarmado um dos soldados e atirado nos PMs, que revidaram. Como testemunhas, os militares indicaram dois funcionários da empresa Santa Brígida, na qual o cobrador trabalhava.
Os militares foram submetidos a exame residuográfico (constatação de pólvora nas mãos). Os peritos também examinaram as mãos do cobrador morto para saber se ele atirou nos policiais. No inquérito instaurado no 91.º Distrito Policial, do Ceagesp, consta que no fim da noite de ontem, os soldados Guimarães e Souza foram chamados para acalmar o cobrador, que estava descontrolado. Ele fazia ameaças a funcionários na porta da garagem da empresa na Rua João Tibiriçá, em Vila Anastácio, zona oeste. Na tentativa de dominar o cobrador, que fora obrigado a regressar por determinação de dois inspetores da empresa, o soldado Souza foi desarmado por ele. Tiroteio - O cobrador, segundo os PMs e os inspetores Francisco Aparecido de Mesquita e João José Ferreira teria apontado o revólver para o PM Guimarães e atirado. O militar não foi atingido, revidou e acertou um tiro na perna do cobrador. Os policiais declararam que, mesmo baleado na perna, o cobrador continuou atirando e acabou sendo morto por eles.
As armas dos militares foram apreendidas e encaminhadas para a perícia. O inspetor de transportes Mesquita declarou no distrito que o cobrador parecia estar embriagado ou sob efeito de drogas e por isso determinou que voltasse para a garagem. O inspetor Ferreira foi quem chamou os policiais militares que estavam com carro estacionado próximo da Via Anhanguera.

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