Londrina - O corregedor do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen) Joran Pinto Ribeiro esteve em Londrina durante a semana para apurar duas ocorrências registradas nas unidades 1 e 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Os casos ainda ainda não foram concluídos.
No dia 21 de setembro, o preso João Maria de Paula foi encontrado morto dentro de uma cela da PEL 1. A suspeita inicial é de overdose, mas, conforme Ribeiro, somente o laudo do Instituto Médico-Legal irá confirmar a verdadeira causa da morte. Para a corregedoria não foi encontrado nenhum indício de falha humana por parte dos agentes penitenciários.
Perguntado sobre os rumos da investigação caso seja confirmada a morte por overdose, o corregedor admitiu ter havido uma falha. "É uma falha, porque a droga entrou na unidade. Não é dos agentes, mas sim uma falha estrutural."
No outro caso, a Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos abriu procedimento administrativo disciplinar contra dois agentes da PEL 2. A denúncia era de que os servidores teriam molhado colchões dos presos durante uma confusão registrada no dia 15 de agosto, num dia de frio.
Ribeiro descartou a possibilidade de os presos terem sido vítimas de maus-tratos. Ele ouviu relatos de que os próprios presos haviam danificado o interior das celas. "Houve um princípio de motim e os próprios presos foram quebrando objetos para improvisarem armas." Ribeiro argumentou que durante toda a ação os agentes penitenciários não tiveram contatos com os presos nem tomaram a iniciativa de molhar os colchões.

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