Dezoito corpos do total de 21 vítimas do acidente com o ônibus de passageiros de Altônia (Noroeste), que bateu de frente com um caminhão na PR-323, em Cafezal do Sul, no dia 31 de outubro, foram enterrados na manhã deste domingo (13). Com exceção do corpo de uma vítima do acidente, que foi enterrado em Cajobi (SP), os outros sepultamentos ocorreram no Cemitério Municipal de Altônia. Os outros três corpos já haviam sido liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama.
O dia foi de muita comoção em Altônia, cidade de 21 mil habitantes. Logo no início da manhã, por volta das 7 horas, religiosos de três denominações realizaram um culto ecumênico no Ginásio de Esportes, onde foram velados 16 mortos. Outro velório ocorreu na Igreja Matriz da cidade. Às 8 horas, os corpos começaram a ser levados para o cemitério em grupos de quatro por vez. Até, às 11 horas, todos já haviam sido sepultados.
O intervalo de quase duas semanas entre o acidente e os sepultamentos foi decorrente da explosão gerada pela colisão entre os dois veículos. Como os corpos foram carbonizados, o reconhecimento oficial só foi possível por meio de exame de DNA, feito pela Polícia Científica. A maior parte dos pacientes era formada por idosos que seguiam para um mutirão de cirurgias de catarata, em Umuarama (Noroeste).
Um inquérito aberto pela Polícia Civil, na delegacia de Iporã, apura as causas do acidente. Na quinta-feira (10), o Instituto de Criminalística divulgou um laudo em que aponta que o caminhão invadiu a pista contrária. Segundo o perito, ao perceber o risco de colisão, o motorista do ônibus realizou uma manobra de fuga para a esquerda e, ao mesmo tempo, o condutor do bi trem realizou uma manobra para a direita, com a intenção de retornar para a sua faixa de rolamento.
O delegado de Iporã, Adaílton Ribeiro Júnior, informou que recebeu o laudo e que, nas próximas semanas, deve terminar de ouvir as testemunhas restantes e as instituições envolvidas para concluir o inquérito. A Prefeitura de Altônia reforçou que o ônibus era novo e que o motorista era experiente. Já o laticínio dono do caminhão informou que encomendou a uma equipe técnica um segundo laudo. Segundo a empresa, os resultados caminham na direção contrária às conclusões apontadas pelo laudo da Polícia Científica.

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