Corpos de desaparecidos podem estar no interior de barco-hotel
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quarta-feira, 01 de outubro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina - A angústia dos familiares de três dos desaparecidos no naufrágio do barco-hotel Sonho do Pantanal continua. Como as buscas em mergulho no Rio Paraguai foram suspensas pelas equipes de resgate porque o barco virou de ponta-cabeça, oferecendo riscos à segurança dos mergulhadores, resta esperar pelo trabalho de remoção da embarcação. A tarefa, porém, cabe às autoridades marítimas do Paraguai, já que o naufrágio ocorreu no lado paraguaio do rio. O Corpo de Bombeiros de Porto Murtinho (MS), cidade brasileira mais próxima do local do acidente, considera muito provável que os três corpos ainda não resgatados estejam no interior do barco, o que torna o serviço de içamento fundamental para encerrar as buscas. Entre os desaparecidos estão os turistas Benedito Barbosa, de Londrina, e Roberto Vilhena, o Tiãozinho, de Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina), além do comandante do barco, que é paraguaio.
O naufrágio no Rio Paraguai ocorreu na quarta-feira da semana passada, após um tornado virar a embarcação. Das 26 pessoas a bordo, 16 eram turistas de Londrina e região (havia ainda dez tripulantes, todos paraguaios). Apenas cinco turistas sobreviveram à tragédia: Francisco Carlos Paulineli, José Ribeiro da Silva Filho, Márcio Ferreira Gameiro e Valdecir Freitas, todos de Alvorada do Sul, além de Kesley Roger Souza, de Londrina. Outros nove turistas morreram, sendo cinco de Alvorada do Sul (Antônio Moacir Pontelo, Leandro Donizete Alves, Manoel Coelho Siena, Lucas Vagner Orlando e Pedro Alves Borges), dois de Londrina (Eloy Evilácio Muller e Paulo Aparecido Barbosa), um de Rolândia (Marcos de Aguiar Luz) e outro de Sabáudia (Sidnei Romano). Entre os dez tripulantes a bordo, todos paraguaios, sete saíram com vida, dois morreram e o outro, o comandante, ainda não foi localizado.
O capitão-tenente Alexandre Brandão, da Agência Fluvial de Porto Murtinho, órgão subordinado à Marinha do Brasil, disse que o trabalho de remoção do barco-hotel depende da Armada Marinha paraguaia, mas que familiares do comandante não descartam providenciar o serviço por meios próprios, tamanha é a ansiedade em localizar o corpo. Segundo ele, as equipes da Marinha continuarão fazendo a fiscalização rotineira das embarcações que navegam pelo Rio Paraguai, mas atentas a qualquer indício que possa colaborar com as buscas pelos corpos desaparecidos. "Se algo for encontrado, comunicaremos ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil", afirmou.


