Buenos Aires- Demorará de 25 a 45 dias para que os corpos dos quatro brasileiros mortos anteontem na queda de um avião nas proximidades da cidade de Mendoza, na Argentina, sejam trazidos ao Brasil. No acidente, morreram o médico oftalmologista Edilson Krueger Leite, 54, a namorada dele, Lucinei Vieira de Matos, o procurador de Justiça Marco Túlio Coimbra Silva, 37, e sua mulher, a médica ginecologista Sandra Mattos Ferrari, 36. O grupo viajava num avião Cessna que se chocou contra uma montanha próxima à cordilheira dos Andes.
A explosão carbonizou os corpos, que serão identificados com exames de DNA. Só com a identificação, que pode demorar até 45 dias, serão expedidos atestados de óbito para que sejam enviados ao Brasil.
Quando ocorreu o acidente, o grupo de amigos, que vivia em Belo Horizonte, deixava a Argentina em direção ao Chile. Krueger era piloto havia pelo menos 14 anos e conhecia a região de Mendoza. Porém nunca tinha voado para Santiago no comando de sua aeronave. O médico deixou duas filhas.
Segundo o Ministério Público Estadual de Minas Gerais, Coimbra Silva ocupava o cargo de subcorregedor-geral do MPE. Ele e a mulher não tinham filhos.
Segundo o cônsul-adjunto brasileiro em Córdoba, Francisco Fontenelle, os familiares das vítimas já foram contatados e terão de viajar à Argentina nos próximos dias para que os testes de DNA sejam feitos.
Ontem, uma equipe argentina de socorro transportou os corpos do local do acidente, numa região de difícil acesso, para Mendoza.
O avião com os quatro passageiros partiu no dia 29 de dezembro de Belo Horizonte. Depois de passar por Foz do Iguaçu e por cidades argentinas, seguia anteontem de Mendoza com destino a Santiago. As causas do acidente ainda não são conhecidas.
Ontem pela manhã, as duas filhas e a ex-mulher do piloto, que moram na capital mineira, viajaram para se juntar ao restante da família, em Vitória (ES). Segundo a irmã do médico, Enilse Krugger, ele conhecia bem o roteiro. ''Ele conhecia bem a Argentina, onde gostava de visitar as vinícolas. Só a Mendonza ele já tinha ido umas sete vezes. Pouco antes da decolagem, ele havia me dito que estava tudo bem'', contou a irmã.

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