Corpos carbonizados estão irreconhecíveis
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de outubro de 1999
Por Mauro Carvalho 
São Paulo, 25 (AE) - Os corpos dos dois menores que morreram carbonizados durante a rebelião na unidade Imigrantes da Febem chegaram às 19h10 de hoje ao Instituto Médico-Legal (IML) central. Os dois estavam irreconhecíveis. Um deles foi decapitado e lhe faltava uma das pernas. Numa análise superficial, não dava para saber qual delas estava faltando.
Funcionários da Febem informaram que a cabeça do menor chegou a ser atirada para fora do pátio, atingindo o peito de um soldado do Corpo de Bombeiros. Uma hora depois, chegaram os corpos de A.N.O., de 17 anos, e A.D.B., de 15. Os corpos estavam cobertos de hematomas provocados por espancamento. Eles morreram de politraumatismo. Os parentes das vítimas ainda não haviam procurado o IML para fazer o reconhecimento e liberar os corpos para o sepultamento.
O que chamou a atenção é que nem as famílias dos feridos nem dos mortos procuraram informações no Hospital Jabaquara, que atendeu 29 menores feridos desde as 15 horas de sábado até as 17 horas de hoje. No mesmo período, o hospital atendeu também 29 funcionários feridos. Devido à gravidade dos ferimentos, os monitores Manoel Daniel, de 46 anos, e Edmilson João Alves, 33, com politraumatismo, foram transferidos do Hospital Jabaquara para o Hospital Santa Cecília.


