Corporação vai atuar com trabalho de voluntários
Para diminuir os problemas causados pela defasagem de pessoal, o Corpo de Bombeiros deve colocar em prática ainda este ano um projeto inédito no Estado: o do bombeiro comunitário. Na Região Metropolitana de Curitiba, a experiência está prevista em Colombo. As unidades que devem ficar prontas nos próximos meses em Antonina, Palmas, Jaguariaíva e Sarandi também terão autorização para recrutar interessados.
A idéia é colocar um efetivo reduzido de bombeiros profissionais. Eles se encarregariam de dar o treinamento para os voluntários, que viriam das empresas e prefeituras, diz o coronel Renê Witek. Eles não vão receber remuneração. Os bombeiros comunitários teriam que dar expediente na unidade. Nossa idéia é conseguir que o empregado seja liberado um dia por mês. Numa emergência, o funcionário receberia autorização para ser dispensado e se juntar ao corpo de socorristas.
De acordo com os padrões internacionais, um bombeiro estaria apto para atender um grupo de mil habitantes. A realidade da RMC é outra. A relação é de um soldado para 3.125 habitantes. O projeto do bombeiro comunitário viria para amenizar esta defasagem. Com a presença de uma unidade de combate a incêndios e socorro a acidentes, a população de uma cidade pode usufruir de alguns benefícios. Além de agilizar o atendimento, a cidade é reclassificada pelo Instituto de Resseguros do Brasil, uma autarquia do governo federal que calcula o valor do seguro sobre os riscos que uma cidade do País pode apresentar.
No caso do município que não dispõe de Corpo de Bombeiros, as mensalidades de uma apólice de seguro contra incêndio numa residência, por exemplo, são mais elevadas. Segundo dados obtidos na Comec, as perdas em incêndios nos municípios descobertos pelos bombeiros são de até 80%. Em caso contrário, o índice de prejuízo patrimonial provocado pelo fogo fica em 30%. (D.V.)





