Por causa do ar seco, a água do nosso corpo é perdida com muito mais facilidade e é mais rapidamente perdida para o ambiente. Por isso, especialistas reforçam que é fundamental manter-se sempre hidratado para minimizar os efeitos da baixa umidade tanto para as vias respiratórias quanto para a pele, as partes mais afetadas do corpo.
O pneumologista Denison Noronha Freire pontua que o ar seco fere as paredes das vias respiratórias provocando tosse, infecções e agravando quadros crônicos como asma e enfizema. ''Quem tem doenças crônicas precisa procurar um médico quando começar a tossir ou sentir dificuldade de respirar. Nesta época, a pneumonia, por exemplo, pode aparecer sem ser percebida'', advertiu. O ideal, segundo o médico, é tomar muito água à temperatura ambiente - de seis a oito copos diários -, preferir ambientes arejados e tentar evitar fumaça e poeira. Para hidratar a mucosa do nariz, ele indica soro fisiológico seis vezes ao dia.
O dermatologista Airton Gon explica que a pele fica mais ressecada no inverno porque perde água para o ambiente e os banhos quentes e demorados diminuem a proteção impermeabilizante natural, chamada de manto lipídico. ''Nesta época, deve-se tomar menos banho, em água não muito quente, usar pouco sabonete (neutro, de preferência), não usar esponja e aplicar cremes hidratantes com a pele ainda úmida'', orienta. Os lábios e a mucosa do nariz mais exposta devem ser hidratados com protetores, como a vaselina por exemplo. As dicas valem tanto para peles claras quanto para as escuras. Para as partes do corpo que ficam expostas, Gon recomenda o uso de protetor solar. (Luciano Augusto/Reportagem Local)

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