IML confirmou ontem que o corpo encontrado perto de Cáceres é de um homem e, por enquanto, não há pistas do paradeiro de Beatriz Arias





Agências Folha e Estado
De Cuiabá




O corpo encontrado ontem em uma estrada que liga Livramento a Cáceres (MT) não é o da funcionária do Fórum Cível Beatriz Arias, 34, suspeita de envolvimento no assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral. Ela está desaparecida desde 8 de setembro.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá (MT), o corpo encontrado e ainda não identificado é de um homem e estava se decompondo havia cerca de dez dias. A Polícia Federal continua procurando Beatriz, suspeita de ter servido como ‘‘isca’’ para atrair o juiz Amaral. Ela e seu tio, o motorista Marcos Peralta Arias, estão com a prisão preventiva decretada desde ontem. O motorista é suspeito de ter rondado o hotel Beira-Rio, onde Amaral foi visto pela última vez, em 3 de setembro.
A mãe de Beatriz, Joana, 55, disse ontem que nunca pensou que o corpo encontrado pudesse ser o de sua filha. ‘‘Coração de mãe, coração de Deus, sabia que não era a minha filha’’. Joana afirmou que está vivendo um pesadelo. Em sua casa, em uma bairro de classe média-baixa de Cuiabá, ela afirmou que não entende como o nome da filha foi envolvido no crime.
Nervosa, apesar dos três calmantes que disse estar tomando por dia desde que sua família foi envolvida, Joana declarou que o seu irmão, Marcos Peralta Arias, não é o homem do retrato falado, que teria perseguido o juiz Amaral. Mesmo considerando a filha inocente, a mãe teme pela vida dela.
Ela afirmou que Beatriz sumiu depois do velório do juiz Amaral. Lá, segundo Joana, um homem forte fez ameaças à funcionária do fórum. E, ao chegar a sua casa, ela foi novamente ameaçada por meio de um telefonema. A pessoa que fez a ligação teria dito ‘‘cala a boca ou vai se arrepender’’.
O superintendente da PF em Mato Grosso, Claúdio Luiz da Rosa, admitiu que, para elucidar o assassinato do juiz, os desembargadores denunciados por Amaral também serão ouvidos pela polícia. Amaral estaria investigando uma série de denúncias ligando desembargadores de MT traficante boliviano Dom Lúcio Salomon, morto em agosto, em San Ignácio.

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