Corpo forte e flexível para não sofrer dores nas costas
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Quando se fala em boa postura, a tendência é achar que a coluna precisa estar extremamente rígida e reta. Não é bem assim. Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos, no início do mês, apontou que sentar-se com a coluna ereta pode provocar dor crônica nas costas. Um corpo bem preparado para enfrentar as atividades do dia-dia, preconizam fisioterapeutas, é o melhor para evitar dores nas costas.
O problema é bastante comum. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 80% das pessoas tem, tiveram ou terão algum tipo de dor nas costas.
A fisioterapeuta especialista em isostretching Ângela Roehrig Zampieri, de Londrina, explica que a coluna tem suas curvaturas fisiológicas, que devem ser respeitadas. Por isso, toda vez que se tenta ficar muito reto, a tendência é não conseguir manter a postura. E quem vai sofrer com dores é a base da coluna.
O mais importante, segundo ela, é a posição em que a pélvis fica no assento. O ideal, explica a fisioterapeuta, é que os dois ossos do bumbum estejam apoiados no assento. Com a pélvis bem posicionada, o restante da coluna fica bem direcionado. Outra recomendação é que o encosto da cadeira, para quem trabalha sentado, tenha algum apoio para a parte lombar, a base da coluna. ''Se o encosto for alto, tem que acompanhar a curvatura da coluna'', recomenda Ângela.
Pessoas sedentárias ou aquelas que fazem muito exercício sem alongamento, alerta a fisioterapeuta, acabam perdendo esse movimento da cintura pélvica. E podem até ficar com um corpo bonito e sarado, mas sem flexibilidade. O resultado disso é um corpo que não se adapta às condições adversas. Ele não tem a capacidade de se deformar temporariamente por conta de más condições de postura e voltar a se corrigir. ''Quem tem um corpo retraído e vai ao Moringão acompanhar uma formatura, por exemplo, sai 'quebrado' de lá'', exemplifica.
Quem não pratica exercícios físicos também acaba ficando com fraqueza na parede abdominal, facilitador para a hiperlordose, o famoso ''bumbum empinadinho''. ''Roupas muito apertadas também limitam o movimento do quadril, e com o tempo isso pode se refletir na coluna, joelho ou calcanhar'', avalia o fisioterapeuta Anderson Kazuo Morinaka, instrutor de pilates e isostretching.
Ter um corpo flexível é importante porque nem sempre temos condições ideais para manter a boa postura. É possível conseguir isso com a prática de exercícios físicos aliada a um bom alongamento. Por isso, atenção: musculação deixa o corpo forte, mas sem alongamento, a pessoa acaba ficando rígida. ''Se a musculatura fica só em contração perde-se a capacidade de voltar, e o músculo alongado é potencialmente muito mais forte'', aponta a fisioterapeuta.
Um corpo flexível também é favorável para quem precisa trabalhar o dia inteiro em pé, usando salto alto. Não ficar jogando o peso do corpo de uma perna para outra, e ficar em uma posição com a barriga contraída e as pernas levemente afastadas são outras boas dicas para quem trabalha em pé. ''Não sou contra salto alto, mas é preciso compensar usando rasteirinha, tênis ou ficando descalço. O corpo deve ser harmônico, pronto para usar os mais variados tipos de sapatos'', avalia Ângela. ''O corpo precisa estar preparado para as atividades do dia-dia'', completa Morinaka.(Com Agência France Press)


