Rio, 02 (AE) - A pedido da família o corpo encontrado na manhã da última sexta-feira no carro do jornalista João Carlos de Oliveira vai passar por exame de DNA no Hospital Estadual Antônio Pedro, em Niterói, no Grande Rio. Oliveira, de 53 anos, era presidente da Associação Brasileira dos Jornalistas e Escritores de Turismo (Abrajet). O corpo estava dentro do carro, incendiado e abandonado na Rodovia Niterói-Manilha, na altura do bairro Boa Vista, em São Gonçalo, cidade vizinha a Niterói.
A polícia não descarta a hipótese de que o crime tenha sido motivado por vingança. Como presidente da Abrajet, Oliveira comandava blitze em hotéis, restaurantes e pontos turísticos do Rio e do interior numa campanha para melhorar a qualidade dos serviços a turistas. Ele também foi um dos fundadores da Associação Rio Contra o Crime, que mantém um telefone para receber denúncias da população sobre sequestros e de roubos e furtos de veículos no Estado.
"Pela experiência que tenho, possivelmente, não se trata de um simples assalto, mas de um crime encomendado", disse o delegado Uzias Vasconcelos, titular da 73ª DP (Neves), responsável pelo caso. Os amigos, no entanto, desconhecem que Oliveira estivesse sofrendo algum tipo de ameaça. "O João era um cara calmo, não tinha nenhum desafeto", disse o presidente da Empresa Estadual de Turismo (TurisRio), Sérgio Ricardo de Almeida Martins, que aposta na hipótese de latrocínio (assalto seguido de morte). "Infelizmente, esse tipo de violência existe em qualquer cidade grande."
O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Turismo (ABIHT), Alfredo Lopes, também não acredita em vingança. Na segunda-feira Lopes enviou ao secretário estadual de Segurança Pública, general João Siqueira Silva, um pedido de empenho para que a polícia esclareça o crime.
Bastante abalada, a mulher do jornalista, Maria Graça de Oliveira, foi internada hoje à tarde com crise nervosa em uma clínica particular, em Niterói. Os dois filhos do casal não quiseram falar sobre o assunto.

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