Mil pessoas, a maioria policiais, segundo a PM, foram ontem ao enterro do soldado José Barbosa de Andrade, no mausoléu da PM, no Cemitério do Araçá, em São Paulo. Cerca de 2.000 estiveram no velório.
Barbosa, que teve um funeral com honras militares, morreu afogado ao tentar salvar a catadora de papelão Salete Aparecida Rodrigues, 48, no rio Tamanduateí, no centro de São Paulo, na última quarta-feira.
O comandante geral da PM, coronel Carlos Alberto de Camargo, presente ao velório e ao funeral, disse que a morte de Barbosa foi um ‘‘maravilhoso exemplo de solidariedade e que o soldado morto e todos os envolvidos na operação em que ele morreu serão promovidos por ato de bravura.
Assim que a promoção for efetivada, a família do policial receberá mensalmente um salário de cabo, cerca de R$ 800, cerca de R$ 100 a mais do que Barbosa ganhava como soldado.
Camargo disse que a família terá direito ao seguro de R$ 50 mil para policiais que morrem em serviço.
Durante a passagem do cortejo, pelo centro da cidade, pessoas eram vistas chorando. Um dos oito irmãos de Barbosa, Edes Barbosa, 24, disse que a família considerou justa a homenagem. ‘‘Ele colocou a vida dele em risco , disse.

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