Rio de Janeiro - Os restos de um corpo carbonizado perto de uma gruta na favela Vila Cruzeiro, na Penha, seriam os do repórter brasileiro Tim Lopes, desaparecido desde domingo passado nessa região do Rio de Janeiro.
O delegado Daniel Gomes, que está à frente da investigação, afirmou que estão sendo realizados testes de DNA na ossada para determinar se o corpo é realmente do repórter, mas, segundo ele, existem ‘‘fortes indícios’’ de que seja.
O delegado, citando denúncias anônimas de moradores da favela, contou que 20 homens encurralaram um homem, agredindo-o e depois o levaram até o local onde foi encontrado o corpo carbonizado.
As denúncias indicam que o repórter teria sido assassinado por traficantes de drogas que operam na favela, em represália a reportagens que vinha fazendo sobre o tráfico de drogas nas favelas, com a ajuda de uma microcâmara escondida.
Desde terça-feira, 110 policiais civis e militares patrulham a favela Vila Cruzeiro atrás do jornalista de 51 anos, distribuindo entre seus moradores folhetos com os números de telefones nos quais poderão ser feitas denúncias anônimas e dadas informações sobre o paradeiro do repórter.
Tim Lopes, um profissional experiente sobre a problemática do tráfico de drogas nas favelas, foi enviado à Vila Cruzeiro depois que a TV Globo recebeu, há duas semanas, denúncias de moradores sobre festas populares e orgias para incentivar o consumo de drogas.
O Sindicato de Jornalistas do Rio de Janeiro e a Associação Brasileira de Imprensa emitiram um comunicado conjunto no qual protestam contra a insegurança em que vivem os moradores da cidade do Rio e, particularmente, os jornalistas que cumprem sua missão (leia texto ao lado).
A organização internacional de defesa da liberdade de imprensa, Repórteres sem Fronteiras (RSF), emitiu terça-feira um comunicado no qual pediu às autoridades brasileiras empenho para a solução do caso.

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