Rio Branco, 19 (AE) - Os legistas Paulo César Dias e José Anelino Rezende, do Laboratório de Antropologia Forense do IML do Distrito Federal, confirmaram hoje que o mecânico Agilson Firmino dos Santos, o Baiano, foi torturado antes de morrer. Na segunda fase da exumação do corpo de Baiano, os legistas observaram ossos fraturados e costelas quebradas, o que, segundo eles, indica que ele foi "brutalmente espancado". As pernas, os braços e o cérebro serão levados amanhã (20) para Brasília para identificar o objeto usado no corte. As demais partes foram devolvidas à cova.
Wilder - Não é do menor Wilder de Oliveira Firmino, filho de Baiano, o cadáver desenterrado hoje da vala 83, no setor 40 do cemitério Jardim da Saudade, também para exumação solicitada pela Justiça. Funcionário do IML e da funerária que fez o enterro confirmaram que Wilder, então com 13 anos, foi enterrado trajando uma bermuda azul. O corpo removido apresentava calça comprida de jeans sobre um calção. Hoje foi aberta outra sepultura para encontrar os restos de Wilder, assassinado, segundo promotores e procuradores, por vingança pelo grupo do parlamentar cassado.
A Justiça quer saber se o menino recebeu um disparo de arma de fogo. Uma testemunha declarou ter escutado o tiro na noite em Wilder morreu. Apresentando contradições, o processo diz que Wilder teria tido o rosto desfigurado por ácido, versão desmentida pelo procurador Eliseu Buchemeier, do Ministério Público Estadual.
Em outro processo, o corpo do traficante Francisco Teixeira, o Esquilo, foi retirado hoje da cova para exumação pedida pela Justiça. Esquilo teria sido morto por policiais durante um cerco policial à sua casa em 1996. A Justiça que tirar dúvidas quanto ao tipo de arma usada na execução do traficante.
A Justiça Federal repassou para a Secretaria de Segurança do Acre o avião bimotor Sêneca III apreendido em novembro pela PF numa pista clandestina de Feijó (300 kms de Rio Branco) com 124 quilos de pasta de coca. Quatro homens foram presos. Neles, a PF reconheceu uma rede de traficantes ligados à Conexão Caipira, que abastece com droga o interior de São Paulo, e à família peruana Cashique Rivera, grande distribuidora de coca. O Sêneca pertencia à empresa Norte Sul, de Tupã, investigada pela PF.

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