Corpo de recepcionista é encontrado em clínica em Santo André
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domingo, 18 de julho de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 19 (AE) - A recepcionista Fátima Maria Lopes Ribeiro, de 30 anos, foi encontrada morta com um ferimento no peito, causado provavelmente por punhal, na manhã de domingo, na clínica médica onde trabalhava, no centro de Santo André, ABC. Ela estava deitada num divã, seminua e, aparentemente, não apresentava sinais de violência sexual. Nada foi roubado.
Às 7h04 o sistema de segurança da clínica registrou sua entrada no local. De acordo com a polícia, aos domingos, Fátima era a primeira a chegar e recebia os pacientes até a chegada dos médicos e de outros funcionários. Na manhã de ontem, porém, quando a médica Vanessa Ramos, de 28 anos, chegou à clínica, por volta das 8h30, encontrou a porta fechada. Imediatamente ela ligou para o proprietário, Sérgio Dias, que foi para o local.
Ao chegar ao subsolo, onde fica a sala de atendimento, o médico viu a recepcionista morta no divã. A blusa e o sutiã foram cortados e jogados no chão. A calça estava intacta. Fátima
que era divorciada e tinha dois filhos. Ela foi enterrada na manhã de hoje, em Santo André.
O homicídio foi registrado no 1.º Distrito Policial de Santo André, mas até o fim da tarde de hoje a polícia ainda não tinha informações sobre o que aconteceu na clínica. Apesar de nada ter sido levado, a polícia não descarta a hipótese de tentativa de latrocínio, roubo seguido de morte.
Passional - Logo após saber que Fátima havia sido encontrada morta, a família da recepcionista foi até a delegacia apontar seu ex-companheiro J.M., de 47 anos, como principal suspeito do crime. De acordo com a polícia, seus parentes afirmaram que Fátima, quando morava com J., tinha sido agredida duas vezes por ele. Na delegacia, J.M. confirmou ter agredido Fátima e, por isso, responde a um processo, em São Caetano do Sul.
Ele afirmou que não seria capaz de matá-la. Depois de prestar depoimento, J.M. foi liberado. Ele também disse à polícia que estava trabalhando na hora provável do homicídio. "Pessoas com quem trabalha afirmaram que ele estava em seu serviço no horário do crime", disse o delegado-titular do 1.º DP, Claudio Nomura. Uma agenda telefônica que foi encontrada dentro da bolsa da recepcionista deverá ajudar a polícia na investigação do caso. Hoje a clínica onde Fátima trabalhava permaneceu fechada. Na porta, havia um aviso de luto.


