O MP (Ministério Público) pediu a exumação do corpo de Olga Aparecida dos Santos, 51, morta no último dia 24 após cair de um prédio da região central de Londrina. O corpo, que já tinha sido liberado para sepultamento, foi exumado na manhã desta quarta-feira (27) após suspeita de intoxicação medicamentosa.

A promotora Suzana de Lacerda encaminhou um pedido ao diretor do IML (Instituto Médico Legal), Antônio Queiroz, para que fosse coletado material estomacal do corpo da vítima. "Tendo em vista que neste exato momento tive contato com os familiares da vítima, no átrio da Delegacia da Mulher, e que estes informaram da possibilidade de intoxicação medicamentosa da vítima Olga Aparecida dos Santos pelo acusado e esposo Luiz Reis Garcia, requisito seja informado pelos Srs. Peritos se houve colheita de material do suco estomacal da ofendida, sangue ou outros necessários para mencionada constatação", diz o documento.

Imagem ilustrativa da imagem Corpo de mulher que caiu de prédio é exumado sob suspeita de intoxicação
| Foto: Gustavo Carneiro


Já a defesa dos familiares de Luiz pediu a suspensão da exumação, que não foi aceita. O advogado Marcelo Gaya disse que a defesa foi "surpreendida" com a data de exumação. "Não tivemos acesso a nenhuma peça do inquérito e não tínhamos conhecimento que o MP tivesse pedido a exumação", expôs. "Nossa intenção não era o cancelamento da exumação, mas a suspensão para termos conhecimento do que se tratava".

Uma parte do estômago da vítima foi retirada e levada para exame no IML de Curitiba. Carlos Lamerato, que defende o marido da vítima, disse que, sobre o exame, "não há expectativas". Para o advogado, não houve crime algum, tampouco por intoxicação por remédios. Segundo Lamerato, Olga tinha histórico de consumo de remédios, mas a defesa não trabalha com essa hipótese. "Estão criminalizando uma tragédia familiar", disse.

O diretor do IML disse que o laudo finalizado será encaminhado ainda nesta sexta-feira (29) para a Delegacia da Mulher. Até o momento, Luiz segue com o uso de tornozeleira eletrônica e seus familiares em liberdade.

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