Corpo de jovem estuprada por grupo é encontrado em matagal
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de junho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Desaparecida desde a noite de terça-feira, a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi encontrada morta na tarde de ontem no bairro São Dimas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A garota foi vítima de um crime brutal. Conforme a Polícia Civil, a menina foi estuprada e enforcada por funcionários de um parque de diversões. Os autores foram presos na quinta-feira por policiais da Delegacia do Alto Maracanã, e apresentados ontem.
Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22, foram identificados e, no final da tarde de ontem, por segurança, foram transferidos para carceragens de delegacias de outras cidades. Na noite de quinta-feira, depois que policiais estiveram no parque de diversões fazendo as primeiras buscas ao corpo, moradores da região se revoltaram e invadiram o local, ateando fogo em um caminhão e quebrando diversos equipamentos.
Segundo o delegado titular da Delegacia do Alto Maracanã, Silvan Rodney Pereira, apenas Equeziel Batista negou o crime. Os outros três confessaram que agarraram a menina quando ela passava perto do parque, por volta das 20h30 de terça. Ela retornava da casa de uma amiga e mandou uma mensagem de texto pelo celular avisando à mãe que estava chegando. Entre a residência da amiga e o ponto de ônibus no qual pegaria a condução, conforme o delegado, há apenas o parque.
A vítima foi levada para um matagal, onde foi estuprada e estrangulada. Na quarta-feira, de acordo com o delegado, eles retornaram ao local e ainda violentaram o corpo da menina antes de enterrá-lo.
Ezequiel teria iniciado o crime com o trio, mas alega que desistiu no meio do caminho. O corpo da jovem foi encontrado dentro de uma fossa em um terreno que fica em frente ao parque onde o crime foi cometido.
"É algo chocante, por isso a revolta da população. Tivemos que controlar os ânimos porque eles estavam inclusive jogando pedras nos investigadores que foram até o parque procurar o corpo. Agora vamos aguardar o que diz a perícia médica, para confirmar a causa da morte", ressaltou Silvan. De acordo com a polícia existem dois pontos com câmeras de segurança na região que auxiliaram na captura dos marginais. No primeiro, que fica antes do parque, imagens mostram Tayná andando, mas no segundo ponto a jovem não é mais vista. "Era o indício de que algo estava errado e, na quinta-feira à tarde, recebemos uma denúncia anônima sobre a ocorrência e fomos até o parque efetuar as prisões. Nos depoimentos eles confessaram o crime brutal", contou o delegado.


