Arquivo FolhaFrancisco de Assis Pereira O Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo encaminhou ontem ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) o laudo confirmando que a ossada encontrada no dia 8 de agosto no parque do Estado (zona sul de São Paulo) é realmente da estudante Isadora Fraenkel, de 19 anos. O local onde estava a ossada foi apontado pelo motoboy Francisco de Assis Pereira, 31 anos, levado à mata pela polícia na manhã seguinte à sua confissão. Ele confessou que matou dez mulheres
Arquivo FolhaIsadora Fraenkel, 19 anosCom a identificação do corpo de Isadora, sobe para seis o número de vítimas do chamado ‘‘maníaco do Parque do Estado’’ que já tiveram o reconhecimento confirmado. Pereira diz que matou dez mulheres, mas apenas nove corpos foram encontrados. A décima vítima do motoboy é uma adolescente, que teria 15 anos, seria patinadora e que ele conhecia como ‘‘Pituxa’’. A polícia já procurou informações junto a grupos de patinadores, já que, segundo Pereira, a jovem também praticava o esporte. No entanto, ninguém afirmou conhecer a moça.
A ossada de Isadora Fraenkel estava bastante prejudicada para a perícia porque Pereira afirma ter ateado fogo no corpo da estudante após ter sido intimado para depor sobre o desaparecimento dela. Os peritos, que concluíram o trabalho na sexta-feira, compararam radiografias de crânio e a ficha dentária da estudante com a ossada apontada pelo motoboy para chegar à confirmação.
Arquivo FolhaMichele dos Santos MartinsAlém de Isadora, já foram identificadas a vendedora Raquel Mota Rodrigues, 23 anos, cujo corpo foi encontrado em 16 de janeiro; Selma Ferreira Queiroz,
18 anos, morta em 3 de julho; a estudante Elizângela Francisco da Silva, 21 anos, que desapareceu em 9 de maio; a vendedora Patrícia Gonçalves Marinho, 24 anos, que teve o corpo encontrado em 28 de julho e a telefonista Rosa Alves Neta, 21 anos.
O próximo corpo que pode ser identificado é o que a polícia acredita ser o da professora de dança Michele dos Santos Martins, 20 anos, desaparecida desde 11 de abril, enterrado sem identificação no dia 28 de maio no cemitério de Perus.
O corpo foi exumado no último dia 12, mas o IML, que já tem a ficha dentária da professora, está encontrando dificuldades na perícia. A polícia acredita que o corpo enterrado em Perus seja o de Michele pois, assim como a professora de dança, o cadáver apresentava um aparelho ortodôntico fixo. Além do corpo que pode ser de Michele, resta identificar outros dois corpos. Um deles seria o de uma jovem de 15 anos, encontrado junto ao corpo de Selma.
A polícia não tem nenhuma informação sobre o terceiro corpo que resta ser identificado. ‘‘Acho estranho que após tanta divulgação, não tenha
aparecido nenhuma família procurando por elas , disse o delegado Sergio
Alves, da equipe C-Sul do DHPP, que investiga o caso.
O ‘‘quebra-cabeça’’ sobre as mortes no Parque do Estado começou a ser definitivamente montado pela polícia quando Francisco de Assis Pereira foi preso, no dia 4. A confissão feita dias depois permitiu a localização da ossada de Isadora Fraenkel. Desde então, o motoboy foi indiciado em sete inquéritos, pelas mortes de sete mulheres.

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