RIO - O corpo do cabo fuzileiro naval Aladarque Cândido dos Santos, que morreu em Angola, chegou ontem ao Rio, às 17 horas, em vôo da companhia aérea angolana TAAG. Até às 18h45 o corpo não havia sido liberado pelas autoridades do aeroporto Internacional do Rio, na Ilha do Governador.
O comandante do 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, capitão de fragata Carlos Custódio França, disse que o velório deveria se realizar a partir das 21 horas de ontem no cemitério Jardim da Saudade, em Edson Passos (Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense). O enterro está previsto para as 10 horas de hoje, com honras militares.
Promovido a terceiro-sargento após ser morto enquanto atuava na força de paz da ONU Santos deixa uma pensão para sua mulher, Adriana, de R$ 1.100. O enterro será custeado pela Marinha.
O comandante disse que, com a morte de Santos, 124 fuzileiros navais de seu batalhão estão em Angola integrando a força de paz da ONU. Segundo ele, um inquérito policial-militar definirá em até 20 dias as circunstâncias da morte do fuzileiro naval.
O comandante afirmou que, de acordo com as informações de que dispõe, Santos foi morto em uma emboscada ‘‘de bandidos que atuam na área’’. Segundo ele, não foram guerrilheiros da Unita que promoveram a emboscada.

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