Curitiba- A polícia encontrou na última quarta-feira o corpo de um homem numa cova em um reflorestamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rio Bonito do Iguaçu (125 km a oeste de Guarapuava). A polícia confirmou que o corpo é de Lorival Santos Fonseca, 25 anos, desaparecido desde 29 de maio. O crime, segundo a polícia, pode ter envolvimento com o vereador da cidade Antônio Barbosa (PT), conhecido como Preto, que foi preso no último dia 24 acusado de comandar um esquema ilegal de desmatamento na área do Incra. No local onde foi encontrada a cova vivem 80 famílias dissidentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), lideradas por Preto.
A cova onde estava o corpo de Fonseca fica no meio do mato e foi encontrada pelos moradores do local. O rapaz trabalhava na extração de madeira como informante da polícia. Por isso, a suspeita da polícia de que o vereador preso esteja envolvido no caso. A polícia já tem um suspeito, capanga de Preto, que está sendo procurado. Fonseca foi asfixiado com um arame.
Segundo a delegacia de Laranjeiras do Sul (109 km a oeste de Guarapuava), um grupo de cerca de 140 famílias dissidentes dos sem-terra teria derrubado 120 hectares de araucárias e pinus do local.
A polícia apurou que o vereador cobrava pedágio dos motoristas que retiravam madeira ilegalmente da área, vendia partes do terreno para integrantes do grupo de dissidentes e angariava mão-de-obra em outros acampamentos da região para cortar as árvores. O vereador foi detido por cinco dias, mas a polícia vai pedir a prisão preventiva com base nas provas encontradas depois da sua prisão.
Ontem o deputado federal Florisvaldo Fier (PT), o Dr. Rosinha, enviou nota afirmando que, se nenhum membro do PT da região pedir a explusão do vereador do partido, ele próprio vai assinar o pedido.

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