Corpo de advogada é exumado
O corpo da advogada Patrícia Aggio Longo, assassinada com dois tiros na cabeça, foi exumado ontem, às 10 horas, e será submetido a um exame de DNA e a outro de balística. Ela foi morta em 4 de junho do ano passado, na entrada do condomínio Shangrilá, em Atibaia (65 km de São Paulo). O marido de Patrícia, o promotor Igor Ferreira da Silva, foi apontado pelo Ministério Público como o autor do crime. Ela estava grávida de oito meses.
Para o advogado de defesa, Márcio Thomaz Bastos, que requisitou o exame de DNA, o resultado das perícias pode ajudar na defesa do promotor. O exame de DNA foi solicitado, segundo o advogado, para comprovar a paternidade da criança e acabar com os boatos de que o promotor teria assassinado Patrícia após descobrir que o filho que ela esperava não era seu.
O exame de paternidade será realizado pelo diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo), Márcio Hirata. A prova de balística deve confirmar se as duas balas deflagradas, encontradas no carro da vítima, foram as mesmas que mataram Patrícia. O exame será feito por Carlos Alberto de Souza Coelho e Juarez Oscar Montanaro, da USP.
Segundo eles, os exames podem ter o resultado comprometido por causa do tempo de decomposição do corpo. Os laudos devem ficar prontos em 60 dias. Para a procuradora Liliana Buff de Souza e Silva, responsável pela acusação, o resultado das perícias não altera o andamento do inquérito.
Apresentamos a denúncia e não temos dúvida sobre o autor do crime. Aos olhos do Ministério Público nada muda. Os exames podem acrescentar informação. Segundo ela, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey, não solicitou o exame de DNA por considerá-lo desnecessário. Nunca houve dúvidas quanto à paternidade da criançaItamar Miranda/AEDNAPeritos do Instituto Médico Legal retiram o caixão com o corpo da advogada Patrícia Aggio LongoLilian Christofoletti
Agência Folha





