Corpo achado no Rio reacende esperança de localizar padre
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sexta-feira, 04 de julho de 2008
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Restos mortais encontrados na tarde de anteontem a 100 quilômetros da costa de Maricá, na Bacia de Santos (Rio de Janeiro), reacenderam as esperanças de encontrar o corpo do padre Adelir de Carli. Ele desapareceu no dia 20 de abril, depois de levantar vôo em Paranaguá suspenso em cerca de mil balões cheios de gás hélio. O voô era parte de uma estratégia para arrecar recursos para a Pastoral Carcerária.
As primeiras informações davam conta que junto ao corpo, localizado por um rebocador da Petrobrás, haviam sido encontrados equipamentos de vôo, o que foi desmentido pelo Instituto Médico Legal de Macaé, para onde o corpo foi levado.
De acordo com a instituição, foram encontrados apenas a parte inferior de um corpo masculino em estado de decomposição avançado, o que não possibilita nenhuma forma de identificação que não seja o exame de DNA. ''Nesta região existem vários trabalhadores no mar e é relativamente comum a ocorrência de corpos. Esta é a terceira vez que se cogita ter encontrado o padre. Infelizmente, não há nada que possa indicar que seja ele realmente. É preciso esperar o resultado do exame'', afirmou Paulo Alves, funcionário do IML.
Aurélio de Carli, 65, pai do padre Adelir, viajará ao Rio neste fim de semana para fornecer o material que será utilizado no exame de DNA que identificará se os vestígios de um corpo encontrado em alto-mar são do pároco. O exame de DNA deve ficar concluído em 30 dias.
A parte do corpo encontrada ficará custodiada no IML de Macaé até identificação.
Em Paranaguá, o fato causou comoção. De acordo com a conselheira da Pastoral Rodoviária da qual o padre fazia parte, Denise Gallas, hoje após uma celebração já prevista no calendário da igreja haverá uma reunião entre as pastorais. A idéia é organizar uma vigília entre os fiéis.


