Coronel representava governo no Carandiru
O coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, acusado das 111 mortes do massacre do Carandiru, em São Paulo, há quase 9 anos, era a pessoa quem informava o governo do Estado sobre a situação no presídio e tinha a responsabilidade de decidir pela invasão ou não do pavilhão nove, foco da rebelião de detentos. A informação foi dada ontem pelo secretário da Segurança Pública na época, o procurador de Justiça Pedro Franco de Campos, em depoimento de quase quatro horas aos jurados que irão decidir se o PM é culpado ou inocente. O Ministério Público tenta provar, desde que o julgamento começou há nove dias, que as falhas de Ubiratan, no comando da operação, causaram as mortes. A defesa, por sua vez, sustenta que os abusos, se ocorreram, devem ser tratados de modo individualizado, por policiais, sem o envolvimento do comandante.





