Coronel Mário Pantoja é condenado a 228 anos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de maio de 2002
Agência Estado 
Belém - Num julgamento que começou na terça-feira e terminou na madrugada de ontem, o coronel Mário Colares Pantoja foi condenado a 228 anos de prisão, por ter comandado a tropa da Polícia Militar que, em abril de 1996, entrou em confronto com um grupo de sem-terra em Eldorado do Carajás e matou 19 pessoas. Por ser réu primário e ter bons antecedentes, o oficial poderá recorrer da sentença em liberdade. O capitão Raimundo Almendra Limeira, que também participou da operação, foi absolvido por falta de provas.
Tanto os advogados de defesa, quanto os promotores que atuaram na acusação disseram que o resultado apertado no júri refletiu a divergência entre dois peritos que falaram no tribunal, o foneticista Ricardo Molina e o médico legista Fortunato Badan Palhares ambos da Universidade de Campinas (Unicamp/SP).
Tanto os pareceres e laudos apresentados por Badan Palhares quanto por Molina, mostraram imagens semelhantes, mas com pontos de vistas diferentes. Enquanto o foneticista assegurava que o primeiro tiro foi dado pelos PMs, Palhares mostrava que fora ao contrário. Além da guerra de imagens, que ocupou os principais momentos do júri, houve a guerra de acusações, principalmente voltadas para Molina.
O advogado de defesa, Américo Leal comentou uma reportagem onde o foneticista era acusado de apropriação indébita e até mesmo de um suposto estelionato na Unicamp, tentando desqualificar o perito.


