Coronel da PM é baleado em tentativa de assalto
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de fevereiro de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Curitiba - O coronel reformado da Polícia Militar Sérgio Filardo foi internado no fim da manhã de ontem, após ser baleado duas vezes em frente de casa, no bairro Cajuru, em Curitiba, ao reagir a uma suposta tentativa de assalto. O crime ocorreu semanas após uma série de atentados contra policiais militares no Estado do Paraná. Tanto a Polícia Militar quanto a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) negam relação entre os casos.
Segundo informações da PM, o coronel cuidava de seu veículo Jeep em frente de casa, por volta das 10h50, quando três homens armados chegaram e anunciaram o assalto. Filardo, então, teria reagido e houve troca de tiros.
O PM foi alvejado no braço e no tórax e foi encaminhado por amigos ao Hospital Cajuru. Ele passou por cuidados médicos e já havia recebido alta na tarde de ontem. Os assaltantes fugiram em um carro e, de acordo com a PM, os suspeitos da tentativa de roubo a residência não foram identificados.
SEM LIGAÇÃO
Desde janeiro, as autoridades policiais vêm negando relação entre esta ocorrência e outros ataques a policiais praticados no mês passado. No dia 19 de janeiro, o soldado Nilson Pinheiro da Veiga foi baleado dentro do carro, quando conversava com outras pessoas no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, por pessoas que chegaram em um Fiat Tipo prata e uma moto e passaram a atirar. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Na mesma noite, poucos minutos depois, o soldado James Wilson Camargo foi baleado em um posto de combustíveis na BR-116, em Colombo (região metropolitana de Curitiba), no sentido Paraná-São Paulo. Segundo testemunhas, um homem vestindo uma camiseta regata vermelha atirou contra o policial.
A RMC registrou outros casos de agressões a policiais no mês de janeiro, mas também houve ataques a PMs em Pato Bragado (Oeste) e em Londrina (Norte), onde um policial sofreu um atentado e outro foi morto na semana passada. Após o assassinato do policial militar Cristiano Luiz Bottino, na noite de sexta-feira passada em Londrina, uma onda de violência assolou a cidade até a madrugada de sábado, com a morte de 11 pessoas e outras 16 com ferimentos a bala.


