Rio, 05 (AE) - O novo coordenador de Segurança e Justiça
coronel Jorge da Silva, assumiu hoje o cargo prometendo seguir o Programa de Segurança Pública elaborado pelo sociólogo Luiz Eduardo Soares, exonerado há menos de um mês, depois de ter feito denúncias contra policiais civis. Silva, que é amigo de Soares, chegou a dizer que gostaria de trabalhar com antigos colaboradores do ex-coordenador. "São pessoas muito competentes
mas acredito que não será possível tê-los de volta por causa das circunstâncias em que saíram", afirmou.
Sobre a chamada "banda podre" da Polícia Civil, Silva afirmou que se trata de "questão de retórica" do sociólogo Luiz Eduardo Soares. "Em todas as áreas temos pessoas que trabalham bem e outras nem tanto", disse. O coronel prometeu atuar contra o corporativismo entre policiais, que dificulta a apuração de crimes cometidos pela categoria, e defendeu uma corregedoria única - projeto que já tramita na Assembléia Legislativa do Estado.
Jorge da Silva toma posse no momento em que traficantes dão demonstrações de força na cidade: no fim de semana, 20 criminosos interromperam o trânsito na Avenida Niemeyer, na zona sul, e roubaram seis carros; na noite de ontem, um motorista foi retirado do ônibus que dirigia, na Avenida Conde Bonfim, na zona norte, por se recusar a dar carona a traficantes do Morro do Borel. Ele está desaparecido. "A política de segurança do Rio dá enfoque à proteção, à comunidade, à participação, a uma polícia que não vê a segurança pública como uma guerra", afirmou. "Essas questões devem ser tratadas com inteligência e investigação". Organograma - Durante a apresentação do novo coordenador, o secretário de Segurança Pública, Josias Quintal, anunciou a extinção das subsecretarias de Assuntos Especiais e Operacional. Quintal terá sob seu controle as subsecretarias de Administração
Planejamento Estratégico e Cidadania e Direitos Humanos. Essa última, que era ocupada por Luiz Eduardo Soares, deverá ter à frente "uma socióloga ou antropóloga".

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