O setor de comunicação social do Exército em Tocantins informou ontem que a liminar está sendo estudada pela sua assessoria jurídica e que a missão em Palmas transcorreria normalmente. ‘‘Estamos aqui para cumprir uma ordem do presidente da República de garantir a lei e a ordem’’, afirma o coronel Ronaldo do Vale Brito, chefe do setor de comunicação do Comando Militar do Planalto. Ele negou que o cerco aos grevistas tivesse impedido a entrada de alimentos e fraldas no quartel. No entanto, durante a madrugada, nem mesmo deputados federais conseguiram furar o bloqueio para falar com os líderes do movimento que estavam isolados.
Segundo ele, o bloqueio serve para ‘‘ter controle’’ da situação. O Exército reconhece ter três decisões judiciais para fazer cumprir: uma que determina a prisão de 13 líderes do movimento, outra que manda desocupar o prédio do batalhão e mais uma, decidida ontem, que determina a retirada dali de todas as crianças.
‘‘Elas (ordens judiciais) serão cumpridas, só não posso dizer quando nem como.’’ Ao falar disso, o coronel chamou de ‘‘covarde’’ o uso das crianças.
Ontem, deputados federais e autoridades do Judiciário tentavam intermediar um acordo com os PMs grevistas. (A.F.)

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