Coronavírus chinês ainda não é emergência internacional de saúde, diz OMS


Folhapress
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O Comitê de Emergência da OMS (Organização Mundial da Saúde), após dois dias de reunião, afirmou que, por enquanto, não declarará emergência internacional de saúde pública quanto ao coronavírus chinês.

"Ainda é um pouco cedo para considerar uma emergência internacional", diz Didier Houssin, coordenador do comitê de emergência, que, segundo ele, ficou dividido na declaração de emergência.



A afirmação de que ainda não se trata de uma emergência internacional não significa, segundo especialistas da OMS, que a situação não seja séria. O surto ainda está em evolução e provavelmente não atingiu o ápice.

"É uma emergência na China, mas ainda não se tornou uma emergência global. Pode ainda se torna uma", afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS.

Até o momento, segundo Ghebreyesus, há 581 casos confirmados de coronavírus chinês no mundo e 17 mortos. A maioria dos casos e todas as mortes ocorreram na China, mas também há infecções no Japão, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã. "Estamos cientes de casos reportados em outros países, mas esses ainda estão sob investigação."

O diretor da OMS diz que o coronavírus pode levar à morte (1/4 dos pacientes têm quadros graves), mas que na maioria das pessoas os sintomas são leves.

Segundo os especialistas da entidade da ONU, a maioria dos que morreram tinha outros problemas associados, como hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares.

"A transmissão ainda parece limitada a ambientes familiares e agentes de saúde. Nesse momento, não há informações sobre transmissão de humanoo para humano fora da China. Mas isso não significa que não vá acontecer", diz Ghebreyesus.​

Pelo que sabe do coronavírus até o momento, uma das formas de prevenção se dá pela higiene básica das mãos. O espalhamento do vírus também pode ser contido ao cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, ao evitar contato com pessoas com sintomas de gripe e com animais de fazenda ou selvagens, e ao cozer carne e ovos antes de comê-los.

Os especialistas, contudo, afirmaram que ainda há diversos pontos desconhecidos quanto ao coronavírus, como origem e facilidade de contágio.​

De acordo com a OMS, a comunidade internacional deve se preocupar em identificar os casos de coronavírus o mais rápido o possível, prevenir a transmissão de pessoa para pessoa, garantir que as pessoas infectadas recebam cuidados apropriados e que haja comunicação adequada com esses indivíduos, para que eles e seus familiares saibam o que fazer.

Michael Ryan, diretor executivo do programa de emergências de saúde da OMS, afirmou que é necessário cuidado ao se falar da gravidade de uma doença no início de um surto, considerando as constantes mudanças de detecção, agravamento de casos e mortes. "É muito importante que nós nos foquemos nos fatos."

Uma das preocupações do especialista é evitar que pessoas sadias fiquem preocupadas, acessem os sistemas de saúde sem necessidade e os sobrecarreguem.

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