Coripa teme 'efeito cascata' na Justiça
Guaíra - O Coripa atua desde 1995 na região do Parque Nacional de Ilha Grande e da Área de Proteção Ambiental (APA) Federal das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná. Congrega os municípios de Altônia, Alto Paraíso, Esperança Nova, Guaíra, Icaraíma, São Jorge do Patrocínio, Terra Roxa e Xambrê. Os membros do consórcio alegam que sua atuação foi decisiva para que a situação na unidade não ficasse pior.
''Em 1997, o Ibama, que gerenciava as unidades de conservação, estipulou prazo de cinco anos para acertar tudo, plano de manejo, regularização fundiária, mas infelizmente não cumpriu. Os municípios, com o Ibama e o IAP, assumiram um compromisso de cuidar das áreas de proteção. Até porque poderiam ser penalizados na distribuição dos recursos do ICMS ecológico se não fizessem nada'', explica Cláudio Palozi (PDT), presidente do Coripa e prefeito de São Jorge do Patrocínio.
''Muitos avanços ocorreram com o trabalho dos municípios. À época, o Ibama, que cuidava das unidades antes do ICMBio assumir a função, só tinha um funcionário na região. O Parque Nacional de Ilha Grande exige um trabalho integrado: é muito grande, não tem portão de entrada, sua área está distribuída por vários municípios e em dois Estados'', diz Palozi.
O prefeito acredita que a anulação do decreto do Parque Nacional de Ilha Grande serviu de alerta para o Governo Federal. ''O ICMBio está mais atento. Sabe que, se a anulação se concretizar, será algo inédito: um parque nacional ser extinto por ação judicial. E isso poderia gerar um efeito cascata. Seria vergonhoso perante a comunidade internacional. É um fato ruim, que teve um efeito positivo'', acredita. (F.G.)





