Quem nunca sentiu o peito apertado nos momentos de angústia e tristeza? Ou o coração leve nos momentos de alegria? Essa relação dos sentimentos com o corpo, explica a psicóloga corporal Márcia Sell, de Londrina, é bem real. E particularmente estreita com o coração.
Triste, a tendência é se fechar, se encolher, contrair os músculos e respirar menos, na tentativa de se proteger de sentir mais dor. ''Dessa contração vem o aperto'', explica. Já, alegre, a tendência é se abrir, expandir, respirar melhor. ''Os braços abertos para dar um abraço mostram esse movimento de se abrir'', ressalta.
É claro que ninguém vai fugir dos momentos de tristeza ou angústia, mas o ideal, segundo a psicóloga, é arrumar meios de expressar os sentimentos. Ela exemplifica com a pessoa muito rígida, fechada, preocupada em passar uma imagem de perfeição, que não consegue dizer não. ''Quem não é flexível, literalmente 'quebra'. Quanto menos rigidez, mais fácil expressar e elaborar os sentimentos. Se a pessoa não consegue se expressar, vai adoecer'', afirma.
A prática de esportes, de atividades em grupo ou de coisas prazerosas são atitudes que ajudam a equilibrar o emocional. Mas também é importante, na visão da psicóloga, repensar a maneira de se relacionar com os filhos, já que é na infância que essa personalidade mais rígida vai se formando, com as exigências de ser sempre o melhor. ''A competitividade é estimulada quando não se valoriza a criança pelo que ela é, mas pelo que ela faz. É importante uma relação amorosa, com uma família aberta para ouvir suas emoções'', avalia. (C.P.)

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