Coquetel faz cair mortalidade por Aids em SP
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de agosto de 1999
Por Luiz Roberto de Souza Queiroz 
São Paulo, 02 (AE) - A Aids não só apresenta uma tendência de estabilização, como teve reduzido seu índice de mortalidade, graças ao coquetel de drogas anti-retrovirais, que aumenta a sobrevida dos doentes. Essa conclusão é do Centro de Referência e Treinamento - Aids, que acaba de divulgar um novo boletim epidemiológico, com o número de casos notificados e a taxa de letalidade. A doença atingiu 79.761 pessoas no Estado de São Paulo, desde o início da epidemia, em 1980, até 30 de abril deste ano.
Para os epidemiologistas, o pico da epidemia foi em 1993, mas isso não significa que o problema esteja ultrapassado. Nos primeiros quatro meses de 99 foram notificados mais 3.853 registros da doença e os pesquisadores garantem que ainda há subnotificação, tanto que 12 mil casos só foram identificados pelo atestado de óbito. Isso significa que esses pacientes se contaminaram, passaram por todo o período de incubação, adoeceram, foram hospitalizados e morreram, sem que a notificação do caso chegasse às autoridades sanitárias.
As estatísticas indicam que não só a taxa de letalidade caiu, de 80% em 1989 para 45% em 1996 (embora esses índices não sejam finais), como baixou também o número de óbitos registrados no ano de diagnóstico da doença. A redução da mortalidade levou a Secretaria da Saúde a iniciar um estudo para definir qual está sendo a sobrevida do paciente com aids e qual sua qualidade de vida.
Após o contágio, há um periodo de incubação do vírus de seis a oito anos, quando então a aids se manifesta. A partir desse momento, o homem vivia cerca de 12 meses, enquanto a sobrevida da mulher era em média de 15 meses.


