São Paulo, 22 (AE) - O Conselho de Política Monetária (Copom) se reúne hoje para definir qual será a nova taxa Selic. No mercado, as apostas, majoritariamente, são de que o juro básico deve cair para um nível entre 19,25% e 19,00%, ante a taxa atual de 19,50%.
Para os analistas, a queda esperada não é suficientemente grande para gerar forte impacto sobre a economia
mas dá continuidade à trajetória de baixa dos juros, o que é esperado pelo mercado.
A expectativa de ligeiro recuo se deve, de acordo com os analistas, ao fato de os índices de inflação divulgados recentemente apontarem para cumprimento das metas estabelecidas. Também ao fato do governo estar também em dia com boa parte das metas firmadas junto ao FMI (esta semana, o governo divulgou um superávit primário superior ao que estava previsto). Além disso, o câmbio, mesmo ainda tendo vivido um dia de pressão ontem, deixou o patamar superior a R$ 1,90, o que representava risco de contaminação da inflação.
O cenário político ainda não é absolutamente límpido, mas, de alguma maneira, as votações de medidas referentes ao ajuste fiscal estão se encaminhando. A aposta do mercado de corte modesto da Selic leva em conta ainda dois fatores de risco: a contínua valorização do iene frente ao dólar, que foi ontem responsável por uma queda de 276 pontos da Bolsa de Nova York, e a alta do preço do petróleo no mercado internacional.
Hoje, a Opep se reúne em Viena a partir das 9h00 (hora local) para tratar dessa questão, mas a expectativa é de que não haja mudança do limite de produção.

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