Copom reduz juros para 19%
Brasília, 22 (AE) - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu ontem de 19,5% para 19% as taxas de juros básicas da economia.
Ao mesmo tempo, o Copom decidiu continuar sem viés. Ou seja, sem indicativo da tendência dos juros. O diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, garantiu, no entanto, que não há necessidade de mudança nas taxas até o dia 6 de outubro, quando será realizada a próxima reunião do comitê. "São só duas semanas", afirmou.
De acordo com o diretor, "o excelente resultado fiscal de julho", quando o setor público registrou um superávit primário de R$ 4,95 bilhões, e também o comportamento dos índices de inflação possibilitaram a queda de 0,5 ponto porcentual na taxa de 19,5% que vinha sendo mantida desde o último dia 28 de julho.
Ele assegurou que a inflação está dentro da trajetória traçada pelo Banco Central. E lembrou que o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), em agosto, ficou em 0,56% quando o esperado pelo mercado era 0,80%. "A trajetória da inflação está muito tranquila", assegurou.
A decisão de baixar os juros, segundo Figueiredo, foi tomada depois da análise do relatório de inflação referente ao último trimestre e que deverá ser divulgado no próximo dia 30.
"O relatório comprova que a inflação está na trajetória esperada", destacou.
Diferentemente das últimas duas reuniões, quando surpreendeu o mercado, dessa vez o Copom tomou a decisão esperada pelos analistas que apostavam numa queda dos juros entre 0,25 e 0,50% ponto porcentual.
Desde março, esta foi a décima-primeira redução dos juros que, naquele mês, chegaram a 45%.
Figueiredo explicou que na reunião de hoje foram analisados outros aspectos da economia como o comportamento do câmbio e de outros índices. Mas, segundo ele, considerando apenas o peso que cada um deles pode ter na inflação. A reunião não estava prevista no calendário inicial do Copom para este ano. Mas foi introduzida pela equipe de Fraga para assegurar o mínimo de um encontro do comitê ao mês. Com isso, no período de apenas 35 dias serão realizadas três reuniões do Copom.





