Copom poderá baixar compulsório à vista, diz fonte
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quinta-feira, 14 de outubro de 1999
por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 15 (AE) - Os técnicos do Banco Central vão continuar com o viés de baixa nos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do dia 4 de novembro próximo, mas podem não reduzir a Selic. No entanto, podem promover um pequeno corte no compulsório dos bancos sobre os depósitos à vista, segundo comentou analista financeiro consultado pela Agência Estado. Segundo a fonte, esta redução do compulsório, que não apareceu entre as medidas anunciadas ontem pelo Banco Central, é um mecanismo simples que o governo tem para prosseguir na política de redução dos juros sem mexer na Selic, mantendo a tendência de baixa das taxas. A redução do compulsório sobre os depósitos à vista, que era para ter sido adotada no pacote de ontem, teria sido trocada por um corte maior no Imposto sobre Operações Financeiras, que poderia ter ficado em 3%, e não nos 1,5% como aconteceu, e sem a redução do compulsório à prazo. "Foi uma troca, com o governo preferindo injetar no mercado mais R$ 9 bilhões com a eliminação do compulsório sobre os depósitos à prazo", disse a fonte.
O analista considera que, dentro do Banco Central, há a certeza de que, com a redução do IOF, os juros no crédito direto ou ainda no cheque especial começam a cair a partir de hoje, em porcentual ainda pequeno, mas que, somadas as outras medidas, ao longo dos próximos 60 dias, haverá uma queda maior das taxas. "O que vale é a soma das medidas. Desde o corte de parte do compulsório sobre os depósitos à vista, e agora com o corte dos depósitos à prazo, se tem no mercado mais R$ 15 bilhões", disse o mesmo analista.


