Copom mantém taxa de juro em 19% com viés neutro
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2000
Por Vânia Cristino 
Brasília, 19 (AE) - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) manteve hoje, no mesmo patamar, a taxa de juros básica da economia. Confirmando as expectativas do mercado
o Copom decidiu manter, pela quinta reunião consecutiva, em 19% ao ano a taxa de juros. Também permaneceu o viés neutro, ou seja
sem tendência para cima ou para baixo. Esta taxa de juros vigorará até 16 de fevereiro próximo, quando o Copom concluirá a reunião que definirá o novo patamar da taxa de juros, válida para o período até 22 de março.
"No momento, olhando a inflação, 19% é a taxa de juros adequada", declarou o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, ao final da reunião. Figueiredo também disse que não iria explicar os motivos que levaram o BC a manter a taxa. Daqui por diante isso ficará claro na divulgação da ata da reunião do Copom, que a diretoria do BC resolveu antecipar hoje para uma semana. Na próxima quinta-feira, portanto, será divulgada a ata do Copom. O prazo anterior era de 15 dias após a reunião.
Esta foi a primeira reunião do Copom dividida em dois dias. Na terça-feira, na primeira parte da reunião, a diretoria do Banco Central e os cinco chefes de departamento que integram o Copom não trataram especificamente da definição da taxa de juros. Ela serviu para a análise dos dados referentes às contas internas e externas do País, situação do sistema financeiro, modelos de inflação e análise da conjuntura internacional. A segunda parte da reunião, realizada hoje, começou com duas horas de atraso em relação ao horário previamente estabelecido. O BC demorou apenas uma hora na análise dos dados, anunciando em seguida a taxa de juros.
A decisão do BC não foi novidade para o mercado. Os analistas já tinham como certo que a taxa seria mantida em 19%, principalmente após a divulgação da segunda prévia do IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) da Fundação Getúlio Vargas para janeiro, que ficou em 1,10%, um pouco acima das estimativas. Na avaliação do mercado também contribuiu para a posição conservadora do Banco Central a expectativa da definição da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), que só ocorrerá no início de fevereiro. Todos apostam numa elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros americana.


